A fibromialgia é uma condição dolorosa generalizada e crônica, que engloba uma série de manifestações clínicas como dor, fadiga, indisposição e distúrbios do sono, que compromete a qualidade de vida de quem sofre do mal, que não tem cura. A fibromialgia é uma forma de reumatismo associada à sensibilidade do indivíduo a um estímulo doloroso. Alguns outros sintomas podem estar associados à fibromialgia como a síndrome da Fadiga Crônica, irritação intestinal, cefaléia, síndrome das pernas inquietas, sono não restaurador, ou seja, dificuldades durante o sono que causam sonolência diária e à presença de irritabilidade na bexiga.
Por ser uma doença diretamente ligada a nervos, tendões e ligamentos, a prática de exercícios físicos para quem sofre de fibromialgia é particularmente benéfica, pois, além da melhora do condicionamento físico geral, fortalece a estutura muscular e óssea, com isso favorecem a mobilidade de grupos musculares que se encontram em contração prolongada, promovem o alongamento de tendões, melhoram o equilíbrio durante a marcha. Além disso, praticar exercícios regularmente, garante aumento da liberação de serotonina e endorfinas no corpo, que ajudam a diminuir estados de ansiedade e alterações de humor causados pela dor e pela falta de sono e, até mesmo, auxiliam a garantir sono de qualidade.
Apesar dos eminentes benefícios trazidos pela prática de exercícios, é preciso que tais atividades sejam acompanhadas por médicos e profissionais especializados, a fim de evitar lesões e agravamento da condição física do paciente. Os movimentos não podem ser exaustivos porque isso prejudica o metabolismo da fibra muscular o que gera dores e incômodos. “A quantidade e intensidade nem sempre estão proporcionalmente ligados a melhores resultados e esse é o caso dos exercícios para quem tem fibromialgia. Os melhores resultados são alcançados por meio de poucos exercícios, leves, progressivos, realizados com periodicidade e intensidade determinados por profissionais especializados”, diz o médico especialista em Medicina Esportiva e Fisiologia do Exercício, Dr. Benjamin Apter, diretor das academias B-Active.
O sedentarismo, no caso das pessoas que tem a síndrome da fibromialgia, pode ter consequências mais graves que em outras pessoas, pois com o passar do tempo e a perda de massa óssea e muscular, os sintomas como dores localizadas e fadiga tendem a aumentar progressivamente. Muito embora seja altamente recomendada, a atividade física muitas vezes é evitada pelos pacientes, que evitam a sobrecarga de atividades principalmente nos pontos mais afetados pelas dores frequentes. “É equivocado imaginar que trabalhar com a musculatura dolorida possa lesar a área e aumentar as dores, os exercícios beneficiam o fortalecimento e garantem mais qualidade de vida aos doentes”, explica o Dr. Apter.
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